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Evolução do tratamento da enxaqueca

A enxaqueca acompanha a humanidade em toda a sua história. Relatos e achados arqueológicos de civilizações neolíticas, com data aproximada de 7000 anos a.C., já sugeriam a presença de humanos com intensas crises, interpretadas como a presença de maus espíritos dentro do crânio. O tratamento aplicado naquela época calcava-se na abertura “in vivo”(com a pessoa viva) de orifícios na cabeça para a “saída” dos maus espíritos.

Um documento datado de 1200 a.C., o papiro Ebers, prescrevia tratamentos para dor de cabeça e mencionava a dor com características sugestivas de enxaqueca e neuralgias. Neste papiro, que era baseado em escritos médicos de 1550 a.C, os egípcios confirmavam a sua crença de que os deuses também podiam curar as doenças.

O paciente com crises de dor de cabeça era colocado sentado e um crocodilo de argila com trigo na boca era firmemente amarrado sobre a sua cabeça por meio de uma faixa de linho branca com os nomes de vários deuses. Por incrível que pareça, os relatos sugeriam a melhora destes pacientes, provavelmente devido à compressão das artérias dilatadas do couro cabeludo.

Em 400 a.C., Hippocrates descreveu a visualização de raios luminosos precedendo a dor da enxaqueca. Ele também mencionou a possibilidade de esta dor ter sido iniciada por exercícios e relações sexuais e acreditou que eram decorrentes da ascensão de “vapores” do estômago para a cabeça, uma vez que eram aliviadas por vômitos.

Celsius, que viveu entre 215 e 300 d.C., observou que vinho, frio, calor e exposição ao sol poderiam provocar crises de dor de cabeça com características de enxaqueca, mas foi Aretaeus da Capadócia, no segundo século d.C., quem fez a primeira descrição clássica de enxaqueca.

Durante o século 18 e até bem avançada Idade Moderna, padecentes de epilepsia, enxaqueca ou doenças neurológicas, eram submetidos com frequência a intervenções para a retirada da “pedra da loucura”, conforme podemos ver retratado nas figuras abaixo:

 

Hyeronimus Bosch -Extracción de la Piedra de la Locura – Museu do Prado

 

Jan Sanders Hemessen – Extracción de la Piedra de la Locura – Museu do Prado

 

Honoré Daumier – Duendes martirizam homem com dor de cabeça – 1823 -  obra integrante da série de litografias “Imaginacion” ,  por meio da qual o famoso pintor francês ilustrou a sua versão da dor de cabeça.

 

Ilustração de Paulo Duarte para concurso realizado em 1995 pela Associação dos Portadores de Dor de Cabeça (ABPDC).

 

Várias personalidades ilustres da história sofriam de enxaqueca. Júlio César, Thomas Jefferson, Lewis Carrol, Sigmund Freud e Napoleão, entre outros, viveram as suas vidas acompanhados de crises marcantes de enxaqueca. Entre nós, o poeta João Cabral de Mello Neto dedicou até parte de sua obra à dor de cabeça com características sugestivas de enxaqueca.

 

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