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Hemicrânia paroxística

Introdução

Apesar de ser considerada uma dor de cabeça incomum, com poucos casos publicados na literatura, essa dor não é tão rara. Entretanto, tem os seus critérios diagnósticos ignorados por muitos, tornando-a ainda menos conhecida. Por muito tempo e ainda hoje, é confundida e diagnosticada incorretamente como dor de cabeça em salvas, neuralgia do trigêmeo, crise de sinusite e até enxaqueca. Embora pertença ao grupo da dor de cabeça em salvas, apresenta características diversas e um comportamento no tratamento que a inclui no grupo das dores de cabeça que respondem a uma única substância específica.

Características

Habitualmente se apresenta com as seguintes características:

  • Episódios de dor intensa na região do olho, têmpora, fronte e malar só de um lado;
  • Pode ser associada com fenômenos vasomotores faciais, tais como entupimento e/ou corrimento nasal, lacrimejamento, vermelhidão ocular;
  • A dor dura entre cinco e 45 minutos;
  • Frequência média de sete a 22 vezes ao dia, em dias seguidos ou com algum intervalo;
  • Ausência de auras visuais;
  • A Idade média de início é de aproximadamente 30 anos;
  • A dor pode ser excruciante e severa ou até pulsátil e moderada.

Existem pacientes que iniciam a sua hemicrânia paroxística de forma aguda ou episódica, apresentando períodos de remissão; pacientes que iniciam na forma episódica e evoluem para a forma crônica, e aqueles que já iniciam seu quadro com dor por mais de seis meses seguidos sem períodos de remissão espontânea.

Há, ainda, um outro tipo de dor em que os ataques no olho ou em volta dele foram associados com vermelhidão súbita, duração de 15 a 60 segundos e incidência de cinco a 30 vezes por hora. Esses ataques foram iniciados por movimentos de mastigação, do pescoço, ou até com a ingestão de frutas cítricas. Essas dores com estas características foram chamadas de SUNCT SYNDROME (Short lasting unilateral neuralgiform headache with conjunctival infiltration and tearing).

Contrariamente às dores de cabeça em salvas, que acometem muito mais homens do que mulheres, a hemicrânia paroxística é mais incidente em mulheres, chegando a uma proporção de cinco a oito mulheres para cada um homem acometido.

Tratamento

É interessante notar que a hemicrania paroxística crônica (ou a aguda também) apresenta a característica peculiar de só responder a uma substância usada como analgésico ou antiinflamatório, denominada indometacina. Esta substância, quando tomada de forma correta e considerando as precauções e restrições indicadas pelo médico, provoca o inteiro desaparecimento dos episódios de dor enquanto é utilizada, havendo casos de pacientes que reapresentam as crises de dor de cabeça ao suspenderem o seu uso, o que obriga o médico responsável a realizar “ciclos” de tratamento com a referida medicação. A hemicrânia paroxística crônica é um tipo raro de dor de cabeça, logo, o tratamento é a prescrição da indometacina, realizada por médico após avaliação clínica, em doses variáveis em função de cada caso.

 

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