Após ter tido retirado cirurgicamente a vesícula biliar, o útero e os ovários; depois de ter operado sinusites inexistentes e ter corrigido mandíbula torta, a Sra Maria, dona de casa de 76 anos, residente em Vitória (ES), resolveu não mais tratar a sua enxaqueca e passou a tomar progressivamente mais e mais analgésicos. Na primeira consulta, estava em uso de 16 a 18 comprimidos diários de neosaldina, mas ainda apresentava a dor em caráter diário e cada vez mais intenso. Isso a transformou em uma pessoa indesejável para sua própria família, que a internou em uma casa de repouso para se ver livre de seu sofrimento ou, pelo menos, para não conviver de perto com ele. Acompanhada de uma enfermeira que conhecia a possibilidade de melhora, a Sra M voltou à consulta após 50 dias com um diário de dor vazio há mais de uma semana. A dor foi terrível nos primeiros dias de abstinência, mas gradualmente e com o apoio de suas amigas, revelou decréscimo de intensidade e frequência, chegando a ficar mais de nove dias seguidos sem sinais de crise.
Todos esses casos e milhares de outros semelhantes são vivenciados não apenas por mim, mas por todos aqueles que, séria e honestamente, tratam esses pacientes com atenção, objetividade e carinho.
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