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Introdução
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Antes da adolescência a incidência de enxaqueca é similar entre homens e
mulheres, mas após a puberdade um numero maior de mulheres passam a
apresentar enxaqueca em relação aos homens. Essa proporção é de 6 mulheres
para cada homem. E parte dessa maior incidência nas mulheres se deve ao
fator hormonal, em particular o hormonio estrogênio. Estudos indicam que
65% das mulheres apresentam crises de enxaqueca mais intensas e de maior
duração durante a época menstrual.
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A enxaqueca na gravidez
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A enxaqueca pode se iniciar na gravidez. Muitas mulheres passam a
apresentar crises de enxaqueca no primeiro trimestre da gravidez ou
imediatamente após o término da mesma. Entretanto, quase 70% das mulheres
com enxaqueca melhoram, isto é, apresentam decréscimo da frequência e
intensidade das crises, durante o segundo e terceiro trimestres desta fase
de suas vidas.
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Durante a gravidez, tratar crises de enxaqueca ou fazer a sua prevenção
medicamentosa é sempre um problema. Embora haja medicamentos considerados
"seguros" na gravidez, os estudos com eles são baseados em análises
passadas de mulheres grávidas que os tomaram até de forma casual. Isso
representa que as conclusões observadas não são totalmente confiáveis e
até orientação segura em contrário, remédios de quaisquer tipos não devem
ser usados durante a gravidez principalmente no primeiro trimestre. Para
aquelas mulheres que apresentam crises durante a gravidez recomenda-se
repouso recostado no leito, compressas geladas na cabeça e técnicas de
relaxamento.Se as
crises são frequentes o tratamento preventivo deve ser aventado mas sempre
com estrita orientação de médico consciente e que leve em conta os riscos e
a necessidade do uso da medicação.
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Enxaqueca na menstruação
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A enxaqueca pode apresentar-se apenas na fase pré-menstrual ou durante a
menstruação. Muitas mulheres têm enxaqueca durante todo o mês mas pioram
nesta fase. Outras têm dor apenas neste período do mês. É comum haver
crises intensas, refratárias aos medicamentos usados habitualmente e "indo
e vindo" ao longo de vários dias. Deve-se tratar as crises de forma
objetiva e eficaz, para que não perdurem por várias horas ou dias, e
prevení-las com o uso de drogas tomadas ao longo de todo o mês ou apenas
nas fases pré e durante a menstruação (naquelas que revelem dor restrita a
esse período). Muito se tem especulado a respeito do uso de pílulas
anticoncepcionais e piora da dor menstrual. Isto realmente se observa com
frequência. Pacientes que iniciam crises de enxaqueca após começar o uso
de anovulatórios tendem a piorar da dor quando suspendem a ingestão da
pílula no fim da cartela. Esta piora deve-se a queda mais acentuada de
fração do hormônio estrogênio que fisiologicamente tem o seu nível
sanguíneo diminuído com a proximidade da menstruação. Em certas ocasiões
recomenda-se inclusive a suspensão do uso do anticoncepcional nos casos de
piora acentuada da dor. Em outros, que demandam a sua utilização,
recomenda-se o uso contínuo da pílula sem a interrupção no fim do ciclo
menstrual para evitar a queda do nível estrogênico.
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Enxaqueca na menopausa.
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A mulher melhora da enxaqueca após a menopausa. Este conceito popular
domina o imaginário de médicos e pacientes. Devido à queda da produção de
estrogênio e consequentemente da variação de seu nível sanguíneo durante o
mês, após a menopausa muitas mulheres com enxaqueca realmente melhoram da
frequência da dor. Homens após andropausa também tendem a melhorar e não
raro a enxaqueca desaparece nesta fase da vida. É importante ressaltar no
entanto que embora muitas pacientes melhorem no pós menopausa, outras
mantem-se com o seu padrão doloroso e outras ainda apresentam exacerbação
do quadro álgico. Há estudos que indicam que :
· 62% das pessoas melhoram da dor de cabeça com a menopausa;
· 20% mantem as características da dor inalteradas e
· 18% relatam a piora da dor.
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Enxaqueca na terapia de reposição hormonal
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Mulheres em uso de reposição hormonal podem apresentar importante piora da
enxaqueca. É comum a observação de pacientes que evoluíam muito bem em seus
tratamentos para a dor de cabeça e ao iniciarem terapia de reposição
hormonal, revelaram piora das crises. Isso se deve a oscilação do nível
sanguíneo do estrogênio quando a reposição é interrompida ao término de
cada ciclo. Frequentemente cria sofrimento e obriga a mulher a aventar a
suspensão do uso de hormônios. Nesses casos é importante o diálogo entre o
neurologista responsável pelo tratamento da enxaqueca e o ginecologista que
conduz a terapia hormonal para que ajustes sejam feitos nos tratamentos de
forma a alcançar o equilibrio da melhora obtida anteriormente.
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