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Dor de cabeça > Relatos impressionantes

28 comprimidos de analgésicos eram os companheiros diários da pedagoga M.E.S., cuja dor de cabeça, diária há quase 20 anos, a impedia de trabalhar e viver uma vida normal.

A pedagoga M.E.S., 37 anos e residente em Salvador, foi o retrato fiel do porque de as pessoas não melhorarem.  A dor de cabeça intensa marcou sua vida desde os 22 anos, e tudo o que havia feito até então era entupir-se de analgésicos e procurar médicos de seu convênio, que nunca dedicaram mais de 15 minutos para as consultas. O resultado dessas consultas era, invariavelmente, a solicitação de vários exames (raio X, eletroencefalograma, tomografias, ressonâncias magnéticas, etc) e a prescrição de mais analgésicos. A dor, do tipo enxaqueca, com crises intermitentes pulsáteis ou latejantes, nas laterais da cabeça e que podiam se manifestar de um só lado ou de ambos, era acompanhada de enjoo e de maior sensibilidade à luz, cheiros e ruídos. Sempre piorava com esforços físicos de rotina, como subir escadas ou mesmo pisar no chão de forma mais forte. Sua vida tornou-se um inferno e nenhuma atividade podia ser assumida, pois a dor sempre aparecia nos momentos mais importantes. Há 19 anos passou a ter dor de cabeça todos os dias. O tratamento que vinha fazendo no momento da primeira consulta conosco era inacreditável: tomava de seis a oito comprimidos de cafergot®, oito a dez de tylenol®, seis de neosaldina® e quatro de melhoral® quase todos os dias há quinze anos. Não obstante, ainda sentia dor de cabeça em pelos menos cinco dias na semana.


Como sempre acontece com quem abusa de analgésicos, relatou ter tentado inúmeros tratamentos sem, no entanto, suspender o consumo excessivo de seus remédios para a dor. Resultado: nunca efetivamente melhorou.  Quando a avaliamos na primeira consulta, suspendemos tudo o que era utilizado por ela e a advertimos para a esperada piora inicial, por rebote às drogas usadas em excesso, que deveria ocorrer nos primeiros quatro a seis dias. Após um período inicial de seis dias sem qualquer medicação e enfrentando uma esperada e acentuada piora do quadro, inclusive com vômitos, mal estar e o desejo gritante pelo retorno aos analgésicos, a paciente pôde iniciar o seu tratamento diário. Para nossa alegria, no primeiro retorno à clínica, cinco semanas depois, já apresentava vários dias sem sinais de dor e outros com dor bem mais leve. Hoje, M.E.S. leva uma vida normal, tendo retornado ao trabalho e redescoberto o lazer.


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